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A Selvagem
Às vezes, como os grandes fantasistas,
Sinto o deseja intenso das viagens...
E ir sozinho habitar entre os selvagens,
Como, num ermo, os ásperos trapistas.
As grandes, vastas, límpidas paisagens,
Que sabem ver os imortais artistas...
Teriam novos tons, novas imagens,
Longe do mundo avaro e as suas vistas!
Com uma virgem - flor dessas montanhas
Entre os mil sons das árvores estranhas,
Dos coqueiros, bambus... fora feliz!...
Dormiria em seus braços nus, lustrosos,
E ouviria, entre uns beijos voluptuosos,
Tintinar-lhe as argolas do nariz.
____________________________ Enviado por Amélia Pais
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